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24 de novembro de 2009

Vasco - Fundo financeiro perto de acerto

Em processo de reestruturação financeira, o Vasco reconhece suas limitações para brigar por reforços no mercado e montar um time competitivo para 2010, ano da volta à Série A. A solução para a escassez de recursos pode estar na parceria com a CLF Investimentos, fundo encabeçado pelo empresário Carlos Leite, que, este ano, contratou mais de dez jogadores. “Não é um fundo 100% do Vasco”, afirmou Carlos Leite.

Sociedade Anônima de capital fechado, a CLF está em fase de captação de recursos. Há algumas regras para investimentos – idade não elevada de jogadores, por exemplo –, mas que são suficientemente animadoras para um Vasco ainda em elaboração de orçamento para 2010.

“Montaremos um time competitivo. Não posso falar mais nada”, despistou o vice de finanças, Nélson Rocha.

Mas a montagem do elenco deve iniciar pelo comando. Impera o pessimismo em relação à permanência de Dorival Júnior. Além de exigências estruturais, ele está valorizado no mercado – a comissão técnica custa R$ 280 mil/mês. O Grêmio tem interesse no treinador. “Não vamos fazer loucuras financeiras”, disse Rocha.

No mapeamento do mercado, o Vasco sonda jogadores. Dodô é um deles. O jogador pediu um tempo para negociar. Rafael Carioca, ex-Grêmio, do Spartak Moscou, está quase certo.

Por ora, o clube corta custos. Ontem, cerca de 30 funcionários foram demitidos. Indignados, alguns ameaçaram dirigentes. A diretoria contratou a Insite, empresa de consultoria, para apontar o modelo de gestão para o clube.


Nílton foi um dos destaques do Vasco neste ano e deve permanecer na equipe em 2010

Nílton foi um dos destaques do Vasco neste ano e deve permanecer na equipe em 2010



Primeiro reforço 
A diretoria do Vasco acertou a contratação do atacante Geovane Maranhão, do Artsul. O jogador, de 20 anos, é o artilheiro de sua equipe na Série B do Carioca, com 11 gols. (Agência Globo) 



Vasco estipula orçamento de R$ 65 milhões para o futebol em 2010

24/11/2009 -  ( GloboEsporte.com)
foto: Reprodução/Sportv
Nélson Rocha, vice de finanças do Vasco
Nélson Rocha, vice de finanças do Vasco da Gama

Com o acesso à Série A garantido, a diretoria do Vasco está em busca de dias melhores em 2010. O primeiro passo para um bom planejamento na próxima temporada é elaborar um orçamento para iniciar um projeto visando dias melhores em todos os setores do clube. O vice-presidente de finanças cruzmaltino, Nelson Rocha, revelou ao GLOBOESPORTE.COM que cerca de R$ 65 milhões vão ser destinados à organização do futebol vascaíno.


Porém, do valor total, mais da metade já foi adiantado em outros momentos para que o clube pudesse honrar os seus compromissos. Segundo Rocha, o Vasco não receberá praticamente nada das cotas de televisão por conta do que já foi pego anteriormente pela diretoria antiga e pela atual.

- Esse vai ser um ano complicado, mas vai ser mais fácil de administrar. O que eu posso dizer é que as cotas de televisão estão adiantadas até 2011. Digo que pode ser mais tranquilo porque o clube foi bem na bilheteria e na publicidade durante todo o ano e isso pode nos ajudar no ano que vem - explicou Rocha.

Em 2009, a folha salarial do Vasco, contando a comissão técnica, foi de R$ 1,5 milhão. A expectativa é que ocorra um aumento sensível. Porém, o futebol vai precisar gerar novas receitas para se auto-sustentar. As outras modalidades terão o mesmo caminho do futebol e vão precisar criar alternativas para conseguir verba para sobreviver em 2010.

- Tudo vai se limitar ao montante de recursos que nós temos. Nenhum departamento poderá ter despesas superiores às receitas. No fim, o futebol acaba pagando todas as contas. As receitas do futebol vão para o futebol - disse o dirigente cruzmaltino.

Nos próximos dias, a diretoria vai acertar a permanência ou não do técnico Dorival Júnior. Além disso, a expectativa é que o clube anuncie de forma oficial os primeiros reforços para a temporada 2010.

23 de novembro de 2009

Vasco já pensa no feliz ano novo


O time do Vasco volta aos treinos amanhã por mera formalidade. Desde sábado, o pensamento do clube está tão somente em 2010. Depois do retorno à Série A, título garantido e festa das medalhas e do troféu, tudo nas últimas três semanas, a equipe de Dorival Júnior apenas cumprirá tabela diante do Ipatinga, fora de casa, pela última rodada da Segundona.

Mesmo o jogo sendo de interesse do time mineiro — em 16º lugar e na briga para não cair —, o técnico vai escalar apenas reservas. Só não o fez contra a Portuguesa porque a partida era festiva e o resultado poderia interferir na classificação.

“Alguns jogadores estão no máximo, atingiram seus limites e vêm caindo de produção. É até perigoso colocá-los para jogar”, afirmou Dorival, que acha difícil fazer avaliações na última partida. “No todo, a equipe caiu muito de produção, não dá para fazer uma avaliação segura. Os garotos entram numa equipe que coletivamente não vai bem”.

Satisfeito com o trabalho, apesar da derrota de 1 a 0 para a Portuguesa no Maracanã, Dorival voltou a afirmar que conversou com a diretoria apenas sobre condições de trabalho. As negociações de fato para a sua permanência não começaram.

“Não conversamos nada a respeito de valores. Ouvi e li muita coisa em que pedi aumento absurdo de salário”, disse o técnico. “Natural que haja valorização, mas sei o que o Vasco pode fazer”.

Independentemente de ser o comandante do time ano que vem, Dorival Júnior diz que o clube não pode se contentar em fugir do rebaixamento ou vaga apenas na Sul-Americana.
“Precisa de muito mais investimento para se reforçar e fazer campanhas tranquilas no Carioca e no Brasileiro. Reforços de grandes jogadores, que deem mais qualidade à equipe”, afirmou. (Agência Globo) 

22 de novembro de 2009

Vasco levanta o troféu de campeão da Série B 2009

Carlos Alberto comanda a volta olímpica do time de São Januário em seu retorno à elite do Campeonato Brasileiro.